O imprevisto acontece e alguém te encontra. E te reecontra. Te reinventa. Te reencanta. Te recomeça.
Talvez tivesse sido uma daquelas ocasiões em que uma pessoa parece estar olhando diretamente para a gente quando, na verdade, está feliz da vida prestando atenção em outra coisa, ou só devaneando.
Tem que dançar charmoso, ser irônico, ser calmo, porém macho (ou seja, não explodir por nada, mas também não calar por tudo). Tem que ser meio artista, mas também ter que saber cuidar dos meus problemas burocráticos. Tem que amar tudo o que eu escrevo e me olhar com aquela cara de: essa mulher é única.
Aí você começa a desconfiar que ele poderia ter sido o cara legal da sua vida. Isso, se você sentisse a mesma paixão, se você conseguisse entregar sua alma tanto quanto, se você soubesse amar ele do mesmo jeito e intensidade que ama a falta que agora ele te faz.
Apenas abra caminho, sorria e aguente o tranco.
Sabe de uma coisa? Não, você não sabe. Vou te contar. Eu ando tão sensível. Precisando assim de uma palavra suave, de um gesto inesperado - e belo. Você consegue me surpreender de um jeito bom? Diz que sim, preciso tanto de você. Que coisa louca essa: a gente precisa de alguém. Mas, sabe, a gente sempre precisa de alguma coisa que nos coloque no eixo. Ando meio fora dos trilhos, se é que você me entende. Andei pensando na vida - é, sei que isso dá calafrios (…)
Se você soubesse como gosto de suas cheganças, você chegaria correndo todo dia.
(…) Mas as coisas findas, muito mais que lindas
estas ficarão.
Desculpem, sou antiga. Gosto de andar de mãos dadas. E mais do que beijos e amassos, quero amor e continuidade.
Clarissa Corrêa


